Facebook

Manteiga e queijo continuam a sua tendência em alta.

Manteiga e queijo continuam a sua tendência em alta.

Avaliando o último ano de comércio mundial de lácteos, a manteiga teve o melhor desempenho, com preços a subir 40%, seguindo o aumento dos preços do queijo, contrastando com a queda dos preços do leite em pó inteiro e do leite em pó desnatado (SMP) (12% e 28%, respectivamente), afirmou um relatório do mercado de lácteos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

De acordo com o relatório do USDA chamado ” Dairy: World Markets and Trade”, o preço da manteiga alcançou US$ 8.140 por tonelada na União Europeia (UE) em meio a relatos de escassez de manteiga em alguns países, como França. No entanto, grandes fornecedores, como a Nova Zelândia e a UE não conseguiram aproveitar os preços internacionais da manteiga.

“O que é particularmente impressionante é o diferencial entre manteiga e leite em pó desnatado, destacando o prémio que a gordura do leite agora tem em resposta às mudanças nas preferências dos consumidores”, disse o analista de mercado de lácteos do USDA, Paul Kiendl.

As exportações da Nova Zelândia diminuíram em 19%, para 470 mil toneladas em comparação com o ano anterior e os principais fornecedores relutam em produzir mais manteiga sob o risco de ficar com um carga grande de seus co-produtos (leite em pó desnatado ou sólidos de leite em pó), afirmou o relatório.

A preocupação em encontrar um mercado para os sólidos desnatados do leite provavelmente irá moderar a produção de manteiga na UE, o que deverá continuar em grande parte em 2018.

Um ponto positivo para o mercado internacional de manteiga parece ser o envio de manteiga para a China, onde a demanda por produtos lácteos com alto teor de gordura aumentou devido ao aumento dos níveis de renda e à adoção da manteiga como ingrediente na indústria de panificação.

As exportações de queijo, em particular nos EUA, têm  recuperado de forma estável depois de dois anos de declínio nos embarques.

As exportações de queijos dos EUA aumentaram em 22% em 2017 (até outubro) em relação ao ano anterior, com os envios para México, Coréia do Sul e Japão aumentando em 10%. No final do ano, o USDA espera que as exportações totais de queijo dos EUA diminuam levemente (18%), alcançando 399 mil toneladas.

O USDA previu que as exportações de queijos dos EUA continuarão sua dinâmica no próximo ano, com uma taxa de crescimento de 5%, alcançando 357 mil toneladas no final de 2018.

“Os exportadores dos EUA enfrentaram forte concorrência, principalmente da União Europeia. Entretanto, o recente fortalecimento do euro em relação ao dólar dos EUA provavelmente aumentará a competitividade do queijo dos EUA”, disse Kiendl.

Em contrapartida, as importações de queijos dos EUA caíram em 16%, para cerca de 139.000 toneladas, com as importações de queijos da UE diminuindo em 6% e as da Nova Zelândia em 50%. Esta tendência deverá continuar em 2018, uma vez que as importações deverão cair outros 5%, para 132 mil toneladas, de acordo com o relatório.

“O mercado de queijos dos EUA tornou-se mais competitivo em termos de preços e parece que existe uma maior variedade de queijos dos EUA disponíveis para os consumidores”, acrescentou Kiendl. As informações são do Dairy Reporter.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

facebook
%d bloggers like this: